O que é a Medicina Nuclear

Diferentemente do que se pensa, a dose de radiação recebida em exames de diagnóstico da medicina nuclear pode ser até 100 vezes menor que a de outros métodos de imagem

A medicina nuclear é uma área da medicina que faz uso de pequenas quantidades de substâncias radioativas para diagnosticar ou tratar determinadas doenças. Essas substâncias, também chamadas de "traçadores" ou "radiofármacos", após serem administradas, principalmente por via oral ou endovenosa, se dirigem para órgãos ou grupos celulares específi cos, dependendo das suas características químicas. A dose de radiação recebida pelos doentes, quando submetidos a exames de diagnóstico da medicina nuclear, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, é quase sempre semelhante ou menor do que a recebida através da utilização de métodos da radiologia (tomografi a, raio-X etc.). Em função disso, pode ser utilizada com segurança em crianças, pois, dependendo do tipo de investigação, a exposição à radiação pode ser até 100 vezes menor que a de outros métodos de imagem.

Pode-se dizer, de forma esquemática, que a Medicina Nuclear está para a radiologia assim como a fi siologia está para a anatomia, ou seja, a Medicina Nuclear baseia-se no estudo do funcionamento dos órgãos, permitindo avaliar as suas alterações na doença ou fundamentar-se nas mesmas para fi ns terapêuticos. Isso permite, em alguns casos, a identifi cação de alterações muito antes do problema se tornar aparente para outros métodos investigativos.

Quando utilizada para fi ns diagnósticos, baseia-se na aquisição de imagens geradas através de um aparelho (gamacâmara) que capta a radiação emitida pelo corpo do paciente após a administração do radiofármaco. Este tipo de exame é conhecido como cintilografi a. Alguns exemplos das inúmeras aplicações diagnósticas são a cintilografi a óssea, para a detecção precoce de metástases provenientes de diversos tipos de câncer (próstata e mama, por exemplo); as cintilografi as cardíacas na patologia coronária; as cintilografi as renais, que permitem avaliar seqüelas de infecções urinárias, tão freqüentes em pediatria; as cintilografi as da tireóide; dos pulmões, no diagnóstico de embolia pulmonar; do cérebro, para avaliação de sua função em diversas patologias neurológicas e psiquiátricas (ex. Doença de Alzheimer, Depressão etc).

Estes exames estão também, cada vez mais, sendo utilizados para prever a resposta terapêutica a várias drogas, permitindo modifi car precocemente o tipo de substância a ser administrada.

Na parte de terapia, auxilia, entre outros, no tratamento de alguns tumores malignos da tireóide, do hipertireoidismo e no alívio da dor resultante das metástases ósseas de tumores malignos.

Mais recentemente, a partir da década de 80, surgiu uma nova técnica diagnóstica dentro da Medicina Nuclear, que é a Tomografi a por Emissão de Pósitrons, ou PET, com importantes aplicações na área de oncologia, neurologia e cardiologia.

Atualmente, no Brasil, os exames de medicina nuclear estão disponíveis em todo o País, concentrados principalmente em hospitais e clínicas dos grandes centros urbanos.

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